No interior do Rio Grande do Sul, uma produtora rural encontrou no conhecimento a chave para transformar sua realidade. Marizane Kemmerich, de Agudo, iniciou no cultivo do tabaco sem experiência, mas com determinação e vontade de aprender. Com o apoio da JTI e por meio de cursos de capacitação, ela reestruturou a gestão da propriedade, diversificou a produção e conquistou novos horizontes para sua família. Sua trajetória inspira outras mulheres a assumirem o protagonismo no campo — uma mensagem que ganha ainda mais força no Dia Internacional da Mulher Rural, celebrado em 15 de outubro.
Sem experiência prévia no cultivo do tabaco, Marizane iniciou a atividade em 1998, ao lado do marido, Márcio. Quando começaram a trabalhar no meio rural, a produção da família era voltada ao cultivo e à venda de porongos, muito usados na confecção de cuias para chimarrão, mas o retorno não era suficiente para sustentar o lar. Os primeiros anos foram marcados por dificuldades, mas também pelo desejo de aprender, e a virada aconteceu quando decidiram participar de cursos de capacitação, como os de Manejo e Conservação do Solo e de Gestão, oferecidos pelo Senar em parceria com a JTI, empresa que mantém programas de apoio a produtores integrados nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Foi nesse momento que a ideia de cultivar tabaco começou a tomar forma.
Sem estrutura própria, a primeira experiência veio em parceria com um vizinho. Pouco tempo depois, o casal arriscou a primeira plantação por conta própria: 20 mil pés de tabaco. A cada safra, novas conquistas se somavam: mais equipamentos, melhor infraestrutura e maior capacidade produtiva. Em 2025, deram mais um passo importante: adquiriram uma estufa de carga contínua, tecnologia que otimiza a secagem e reduz custos na propriedade.
Hoje, já com três filhos e uma trajetória marcada pelo aprendizado, Marizane e a família cultivam 65 mil pés de tabaco como produtores integrados da JTI, além de manterem uma propriedade diversificada e sustentável, com pomar, horta, placas solares, cultivo de eucaliptos e áreas de preservação permanente. “Eu tinha apenas a quinta série, mas sempre soube que o conhecimento poderia mudar tudo. Aprendemos a planejar, a gerir e a preservar, e isso trouxe resultados concretos para a propriedade e para a nossa vida”, relata Marizane, que também participou de quatro edições do Força Feminina, evento promovido pela JTI para valorizar e conectar mulheres do campo.
A produtora destaca que a participação em cursos voltados ao empreendedorismo rural e à valorização da mulher foi decisiva para seu crescimento pessoal e profissional.
“A mulher pode conquistar mais espaço no campo quando busca conhecimento. Isso dá confiança e reconhecimento, e mostra que temos condições de contribuir na lavoura e na gestão”, afirma.
Para a JTI, iniciativas voltadas à formação e ao protagonismo feminino têm efeito direto nas comunidades rurais. “A capacitação abre novos horizontes. Quando apoiamos mulheres produtoras, estimulamos a autonomia, a sustentabilidade das propriedades e a melhoria da qualidade de vida das famílias”, destaca Sirlei Kloppel, supervisora de Projetos ESG da companhia.
Com sede em Santa Cruz do Sul (RS), a JTI mantém parcerias com cerca de 12 mil produtores integrados nos três estados da região Sul do Brasil, promovendo projetos de capacitação, sustentabilidade e desenvolvimento no meio rural.
CRÉDITO: AI JTI




