A produção de tabaco alcançou, em 2025 (parcial), o melhor resultado da série histórica do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBPA) em Venâncio Aires. A atividade movimentou R$ 361,6 milhões, consolidando-se como a principal fonte de receita do meio rural e respondendo por 56,82% de todo o VBPA municipal no período. Os dados são acompanhados pela Emater/AscarRS local.
Até 2024, o tabaco havia registrado seu maior valor histórico, com R$ 293,0 milhões. Em 2025, no entanto, a cultura voltou a crescer e superou esse recorde, com um aumento de aproximadamente 23% em apenas um ano, estabelecendo um novo patamar de receitas para a atividade no município.
O desempenho também representa um avanço expressivo em relação a 2015, quando o valor gerado pela produção de tabaco era de R$ 129,7 milhões. Em dez anos, a receita da cultura cresceu cerca de 179%, refletindo a organização da cadeia produtiva, a eficiência das propriedades rurais e a valorização do produto.
Liderança
Ao longo de toda a série histórica analisada, o tabaco manteve posição de destaque na composição do VBPA de Venâncio Aires. Os números de 2025, porém, marcam o maior volume já registrado, superando os resultados elevados observados em anos anteriores.
A cultura segue como o principal pilar econômico da agropecuária municipal, com impacto direto na geração de renda, na permanência das famílias no campo e na movimentação de atividades ligadas à produção, beneficiamento e comercialização.
Importância econômica e social
Além do peso econômico, o tabaco possui forte relevância social, especialmente para a agricultura familiar, predominante no município. A atividade é intensiva em mão de obra e sustenta uma ampla rede de serviços, indústrias integradoras e comércio ligados ao setor rural.
VBPA recorde do município
Em 2025, Venâncio Aires atingiu VBPA total de R$ 636,4 milhões, o maior valor da série histórica, resultado que representa crescimento de 196% em relação a 2015. Dentro desse cenário recorde, o tabaco teve papel determinante, sendo responsável por mais da metade de todo o valor gerado pela agropecuária local. Os dados finais das receitas agrícolas do último ano na Capital do Chimarrão ainda são parciais, e devem ser finalizadas até fevereiro.




