Nesta sexta-feira, 5 de dezembro, é celebrado o Dia Mundial do Solo, data instituída pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) para reforçar a importância da conservação do solo e promover ações globais voltadas à gestão sustentável desse recurso essencial para a vida no planeta.
Em 2024–2025, especialistas têm intensificado os alertas sobre o avanço da erosão, da desertificação e da contaminação de solos agrícolas, fatores agravados pelas mudanças climáticas e pelo manejo inadequado da terra. Segundo estimativas da FAO, cerca de 33% dos solos do mundo já estão degradados, o que compromete a segurança alimentar e a disponibilidade de água.
Neste ano, a campanha internacional enfatiza o tema “Solo saudável, futuro sustentável”, destacando o papel do solo na produção de alimentos, na regulação climática e na proteção da biodiversidade. Pesquisadores ressaltam que práticas como rotação de culturas, plantio direto, redução do uso de agrotóxicos e recuperação de áreas degradadas são essenciais para frear o ritmo de degradação.
Em Venâncio Aires, a situação segue desafiadora após as fortes enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos meses. Um levantamento da Emater mostra que mais de 65% do solo agricultável do município apresenta condições adequadas para a produção agrícola, mas o impacto das cheias ainda é visível. Cerca de 400 hectares foram afetados diretamente, resultando em perdas de fertilidade em áreas de cultivo de tabaco, soja e milho. Técnicos alertam que a recuperação completa dessas áreas pode levar várias safras, exigindo investimentos em correção do solo e manejo conservacionista.
No Brasil, universidades, órgãos ambientais e organizações do agronegócio promovem eventos, palestras e ações educativas para conscientizar agricultores e consumidores sobre a importância do manejo sustentável. Estados do Cerrado e do Sul do país têm registrado iniciativas de recuperação de solos compactados e de expansão da agricultura regenerativa.




