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Região Sul registra queda de produtores de tabaco, Venâncio Aires cresce

A Região Sul do país registrou nova redução no número de famílias produtoras de tabaco. Considerando os três estados, o total fechou em 135.985 produtores, queda de 1,47% em relação ao ciclo anterior. Santa Catarina apresentou a maior retração, com diminuição de 2,52% e total de 40.668 famílias. No Rio Grande do Sul, são 67.815 produtores, redução de 2,06%. O Paraná foi o único estado com crescimento, registrando aumento de 1,63% e atingindo 27.502 famílias.

Além disso, a safra 2025/2026 tende a ser menor do que a anterior. Em algumas regiões, já é possível observar atraso no desenvolvimento das lavouras, influenciado por clima mais úmido e noites frias. A estimativa inicial foi divulgada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) nesta semana.
O presidente da entidade, Marcilio Drescher, reforça que os números ainda são preliminares. Segundo ele, as projeções consideram produtividade histórica e podem mudar conforme as condições climáticas. Drescher lembra que mais de 500 municípios produzem tabaco no Sul, o que torna o cenário bastante diverso e permite que perdas em regiões específicas sejam compensadas por melhores condições em outras.

No tipo Virgínia, responsável por 90,47% da produção sul-brasileira, a estimativa inicial aponta 619.969 toneladas, retração de 4,35%. O Rio Grande do Sul pode colher 248.103 toneladas (-7,67%), Santa Catarina deve alcançar 202.002 toneladas (-2,50%) e o Paraná, 169.864 toneladas (-1,40%).
Para o tipo Burley, a previsão é de 54.979 toneladas, queda de 7,80%. Já o tipo Comum tem estimativa inicial de 10.326 toneladas, uma redução ainda mais expressiva, de 14,47%. Somando os três tipos, a produção prevista para a Região Sul chega a 685.274 toneladas.


A área plantada nos três estados também teve pequena retração. Ao todo, foram registrados 308.943 hectares cultivados, diminuição de 0,34%. No Paraná, a área total é de 83.834 hectares, com reduções nos tipos Burley e Comum e leve aumento de 0,18% no Virgínia, que chegou a 75.832 hectares.

CRESCIMENTO
Na contramão da realidade do Sul, Venâncio Aires voltou a aumentar o número de produtores de tabaco. Conforme dados da Emater/Ascar, a safra 2025/2026 tem 3.315 famílias envolvidas na atividade, o maior número dos últimos quatro anos. O crescimento representa alta de 36,6% em relação à safra 2023/2024, quando eram 2.425 famílias, e aumento de 1,9% frente ao ciclo 2024/2025, que registrou 3.253 produtores.

A produção estimada para o município é de 20.241 toneladas, distribuídas em 8.650 hectares plantados. A produtividade média prevista é de 2.340 quilos por hectare, índice ligeiramente inferior ao do ciclo anterior, que atingiu 2.595 quilos por hectare.

Na safra 2024/2025, Venâncio Aires registrou 20.592 toneladas colhidas. Já em 2022/2023, a cidade tinha 2.425 famílias produtoras e produção de 18.040 toneladas, com produtividade média de 2.200 quilos por hectare.

FOTO: Divulgação/AI SindiTabaco

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