Representantes da cadeia produtiva do tabaco do Brasil se reuniram com o embaixador brasileiro na Suíça, Tovar da Silva Nunes, nesta semana, em uma ação estratégica após parlamentares estaduais e federais, prefeitos e entidades ligadas ao setor não conseguirem credenciamento como visitantes para acompanhar a 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP11), que teve início em Genebra na segunda-feira, 17, e segue até sábado, 22. O encontro buscou abrir canais de comunicação para que as preocupações do setor produtivo brasileiro sejam consideradas em meio aos debates globais sobre o controle do tabaco.
O secretário estadual de Agricultura, Edivilson Brum (MDB), um dos representantes no local, avaliou a reunião como um “avanço significativo” em entrevista ao Olá Jornal. A articulação garantiu um espaço de diálogo diário na Delegação Permanente do Brasil junto à ONU. “Tivemos uma questão bem positiva, foi um avanço significativo com a possibilidade de fazermos de forma diária aqui pela manhã das nove às onze horas na Delegação Permanente do Brasil junto à ONU, com várias autoridades que estão participando da Convenção Quadro e que poderão dar uma explicação maior para todos nós em relação ao andamento, às discussões que estão sendo realizadas lá,” afirmou Brum.
A principal preocupação manifestada pelo setor é a sugestão, debatida na conferência, de proibir a utilização de filtros em cigarros. O secretário Brum classificou a proposta como um risco. “Nós temos uma grande preocupação […] de que a Conec, essa comissão criada para a Convenção Quadro de Controle do Tabaco, está sugerindo a proibição, vamos dizer assim, a não utilização dos filtros dos cigarros,” explicou o secretário. Segundo ele, essa medida teria o efeito contrário ao desejado, pois impulsionaria o mercado ilegal: “Isto aumentaria de forma demasiada o ato de fumar de cigarros de fábricas clandestinas ou até mesmo do Paraguai,” destacou.
DIPLOMACIA
Durante o encontro, Nunes, destacou que o seu papel é ouvir os interessados nas pautas em discussão nos diversos órgãos da Organização Mundial da Saúde (OMS). Parabenizou o grupo, porque nunca tinha recebido uma comitiva com aquele número de pessoas, e sem credenciamento para participação do evento. Argumentou ainda que irá oficializar a reunião e informar o Governo brasileiro sobre os apontamento. Além disso, confirmou a realização de encontros na quarta e quinta-feira, para atualização das informações e debates que estão ocorrendo na COP11.




