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Assembleia discute não realização de acordo coletivo de Natal em Venâncio

Os trabalhadores do comércio, setor de lojas, do município de Venâncio Aires realizam nesta terça-feira, 11, ao meio-dia, uma assembleia extraordinária convocada pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Santa Cruz do Sul e Região. O encontro será realizado na Praça da Matriz (Thomaz Pereira) e busca mobilizar a categoria diante da indefinição sobre o funcionamento do comércio durante o período de Natal, assim como a ausência de garantias trabalhistas que normalmente são pactuadas em acordo coletivo.

Segundo a presidente do sindicato, Adriana Helfer, a ausência de um acordo traz insegurança e sobrecarga ao trabalhador do comércio. “O mês de dezembro é o mais intenso do ano. É um período em que o comércio lucra mais, mas também exige mais de quem está no balcão. É fundamental que as condições de jornada e pagamento sejam definidas com antecedência e respeitadas”, afirma. Ela explica que o calendário construído pelos trabalhadores não difere significativamente da proposta apresentada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (Caciva), o que demonstra, segundo ela, que o impasse não está no formato do calendário, mas na resistência patronal em garantir direitos mínimos. “O sindicato patronal se coloca contrário à assinatura de um acordo. Não se trata de falta de proposta dos trabalhadores, mas da falta de vontade das empresas em firmar um compromisso que assegure condições dignas à categoria”, destaca.

Adriana ressalta ainda que a assembleia desta terça-feira tem caráter mobilizador e será um momento de escuta e decisão da categoria. “Não é possível falar em valorização do comércio sem valorizar os profissionais que o fazem acontecer. O trabalhador precisa ser respeitado e ter clareza sobre suas condições de trabalho”, reforça. Ela acrescenta que a mobilização busca alertar para a importância da negociação coletiva como instrumento de equilíbrio entre os interesses de empregados e empregadores. “A categoria precisa estar unida e consciente de seus direitos para garantir jornadas justas, remuneração adequada e um fim de ano com dignidade”, complementa.

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