O agronegócio de Venâncio Aires caminha para registrar o maior Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBPA) da história. Conforme levantamento parcial da Emater/Ascar, o município projeta R$ 561,8 milhões com dados até agosto de 2025, superando o valor total de 2024, que foi de R$ 559 milhões. A projeção indica que o ano poderá fechar com cerca de R$ 580 milhões em receitas, consolidando um novo recorde para o setor primário do município. As informações ainda são contabilizadas, a partir da comercialização das safras ao longo do ano.
O tabaco segue como a base da economia agrícola local, somando R$ 361,3 milhões, o que representa 64% de toda a produção rural. Embora mantenha a liderança, o relatório aponta crescimento expressivo da cadeia de proteína animal, que vem ganhando espaço e diversificando a matriz produtiva rural.
A avicultura se destaca como a segunda principal atividade do agronegócio venâncio-airense, com R$ 82,5 milhões projetados em receitas, até agosto. A tendência é de ampliação da participação até o fim do ano, impulsionada pelo sistema de integração com empresas e pela estabilidade do mercado. Outras cadeias de proteína animal também mostram bom desempenho: a produção de leite e derivados movimentou R$ 10,1 milhões, os suínos alcançaram R$ 33,7 milhões, a pecuária de corte gerou R$ 21,2 milhões, enquanto a produção de ovos somou R$ 4,62 milhões, e a de peixes, R$ 17 mil.
No grupo dos grãos, a soja permanece como principal cultura, com R$ 32,40 milhões. O milho registra R$ 10,2 milhões em receitas. Outras culturas tradicionais da agricultura familiar também têm participação relevante no levantamento da Emater. A erva-mate gerou R$ 355 mil, o mel respondeu por R$ 353 mil, e a mandioca, por R$ 3,14 milhões. A fruticultura somou R$ 1,01 milhão, enquanto as hortaliças alcançaram R$ 4,6 milhões, contribuindo para a diversificação da produção e geração de renda nas pequenas propriedades.
Com desempenho acima do esperado e diversificação crescente, Venâncio Aires reforça sua posição de destaque no agronegócio gaúcho. A combinação entre a força tradicional do tabaco e o avanço das cadeias de proteína animal, especialmente da avicultura, cria um cenário favorável para que 2025 encerre com recorde histórico de receitas na agricultura local.




