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Rota Fiergs destaca importância da cadeia produtiva do tabaco para o desenvolvimento industrial do Vale do Rio Pardo

A infraestrutura logística, a educação e a qualificação profissional voltadas às indústrias foram as principais demandas identificadas durante o encontro do projeto Rota FIERGS, realizado nesta quinta-feira, 23, em Santa Cruz do Sul. A iniciativa, que busca interiorizar a atuação da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), reuniu cerca de 190 líderes empresariais e gestores públicos do Vale do Rio Pardo para debater os desafios e oportunidades do setor industrial.

Entre os anúncios feitos no evento, destaque para a construção do Complexo Educacional do Sesi em Santa Cruz do Sul, um investimento de R$ 33 milhões que oferecerá Educação Infantil, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e contraturno tecnológico para a comunidade.

Durante sua fala, o presidente da FIERGS, Cláudio Bier, reforçou o compromisso da entidade em ouvir as demandas regionais e atuar para que as prioridades se transformem em ações concretas. Segundo ele, a proposta da interiorização é “desencastelar a FIERGS, sair do nosso castelo e vir até a ponta onde estão as necessidades das indústrias gaúchas”.

Em entrevista ao Olá Jornal, Bier destacou o peso da cadeia produtiva do tabaco, que tem em Santa Cruz do Sul e municípios vizinhos um dos principais polos mundiais da fumicultura e sustenta a economia regional e estadual.

“A importância é gigantesca. É um dos setores que mais geram empregos e pagam impostos no Estado. A maior parte da produção é voltada à exportação, o que garante divisas e fortalece o nome do Rio Grande do Sul no exterior”, afirmou.

O dirigente também enfatizou o papel social da fumicultura, marcada pela forte presença da agricultura familiar, e que, segundo ele, se mantém organizada e independente.

“A indústria do tabaco financia a produção e assegura renda às famílias rurais. É raro ver um produtor de fumo reclamando de falta de apoio do governo, porque o setor tem uma estrutura sólida, que funciona com base em contratos, assistência técnica e compromisso”, destacou Bier.

Ao final, o presidente da FIERGS também chamou atenção para desafios que impactam a indústria legal, como o avanço do mercado ilegal de cigarros eletrônicos, que concorre de forma desleal com o setor regulamentado. “É um absurdo. Enquanto a indústria formal paga altos impostos, esses produtos entram sem controle e sem tributação. Se é para existir, que seja legalizado e pague os mesmos impostos que o cigarro comum”, defendeu.

O encontro do Rota FIERGS reforçou a relevância do Vale do Rio Pardo como um dos principais polos industriais do Estado e reconheceu o papel da cadeia produtiva do tabaco como motor econômico e social para milhares de famílias e trabalhadores da região.

FOTO: Janine Niedermeyer

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