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Produção de tabaco vai além da porteira emovimenta cadeias de insumos, comércio e transporte

A cadeia produtiva do tabaco é responsável por movimentar bilhões de reais, gerar milhares de empregos e sustentar uma complexa rede que vai muito além da produção agrícola. A análise foi apresentada pelo segundo tesoureiro da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Werner, durante audiência pública da Subcomissão em Defesa do Setor do Tabaco, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, realizada na segunda-feira, 29. O encontro debateu também os efeitos do contrabando de cigarros e a circulação de produtos ilegais no mercado.

De acordo com levantamento da Afubra, cerca de 138 mil famílias produtoras participam da atividade, garantindo uma receita de aproximadamente R$ 24,7 bilhões. Werner destacou que esses números vão além do cultivo do tabaco, uma vez que as propriedades costumam diversificar sua produção com leite, gado e hortaliças, ampliando o alcance econômico e social do setor.

IMPACTO NO CAMPO
O dirigente explicou que a engrenagem econômica do tabaco deve ser entendida em três etapas: antes da porteira, dentro da porteira e depois da porteira.

Antes da porteira, estão os insumos necessários à produção, como tratores, retroescavadeiras, adubos e fertilizantes, em grande parte fabricados nas cidades. “O produtor de tabaco gera oportunidades de emprego também para quem mora na cidade. Cada implemento agrícola, cada tonelada de insumo movimenta uma cadeia que envolve a indústria, o comércio e o transporte”, afirmou.

Dentro da porteira, entram o trabalho das famílias agricultoras, que além de tabaco produzem alimentos e participam de iniciativas como agroindústrias e feiras regionais. Werner lembrou que a Afubra, em parceria com entidades como a Fetag, foi pioneira em abrir espaço para agroindústrias familiares em eventos como a Expoagro Afubra, estimulando a diversificação e agregação de valor no campo.

Já depois da porteira, o setor gera empregos e tributos a partir da comercialização, logística, consumo de combustíveis e manutenção de veículos, além de movimentar o comércio de bens duráveis. “Se olharmos a pesquisa, veremos que uma família produtora de tabaco tem acesso a bens de consumo semelhantes aos de famílias urbanas de classe média, graças à renda obtida com o trabalho no campo”, exemplificou.

ESG E FORTALECIMENTO
Outro ponto destacado foi a relação do tabaco com os princípios do ESG (ambiental, social e de governança). Segundo Werner, os aspectos sociais e econômicos se sobressaem, especialmente por manter milhares de famílias no meio rural, garantir renda para pequenas propriedades e gerar arrecadação de impostos que retorna em serviços públicos.

Ele ressaltou ainda que o tema será retomado no próximo encontro da Subcomissão, marcado para o dia 02 de outubro em Canguçu, quando os dados da pesquisa devem ser apresentados de forma mais detalhada.

“São milhares de empregos, bilhões em impostos e uma rede que conecta campo e cidade. Precisamos mostrar essa engrenagem completa, porque o setor não é apenas o produtor ou a indústria, mas um conjunto de atividades que fortalece a economia brasileira”, concluiu Werner.

FOTO: Divulgação/AI SindiTabaco

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