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Subcomissão da Assembleia Legislativa sobre a cadeia produtiva do tabaco terá mais quatro encontros

A Subcomissão de Defesa do Setor do Tabaco e Acompanhamento da COP 11 da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul terá uma sequência de encontros em diferentes cidades do estado na próxima semana, reunindo produtores, autoridades e especialistas para debater temas estratégicos como combate ao contrabando, agricultura familiar, diversificação de renda e comércio internacional. Os eventos seguem após reunião em Candelária (RS), realizada nesta sexta-feira, 26, que reforçou a relevância do setor do tabaco para a sucessão rural e geração de renda no campo.

O calendário começa em Porto Alegre, no dia 29 de setembro, às 13h, no Espaço de Convergência da Assembleia Legislativa, com o tema “Atuação de órgãos de controle e forças de segurança pública no combate ao contrabando”. Em seguida, no dia 2 de outubro, às 14h, a reunião será em Canguçu, na Câmara Municipal de Vereadores, abordando “Agricultura familiar e diversificação de renda”.

No dia 3 de outubro, às 9h, o encontro ocorrerá em São Lourenço do Sul, no Restaurante do Sindicato Rural, tratando de “Estratégias de valorização da produção e comércio internacional”. O ciclo será encerrado em Porto Alegre, no dia 8 de outubro, às 14h, na Assembleia Legislativa, com a apresentação e aprovação do relatório final da Subcomissão.

Segundo o deputado estadual Marcus Vinicius, presidente da Subcomissão, a programação visa consolidar encaminhamentos que servirão como base para atuação junto aos governos estadual e federal, bem como para negociações internacionais, especialmente no contexto da COP 11. “São momentos decisivos para definir políticas que fortaleçam a cadeia produtiva do tabaco e garantam o futuro da agricultura familiar no Rio Grande do Sul”, afirma.

A reunião de Candelária contou com a presença do secretário estadual da Agricultura, Edivilson Brum, dos deputados Marcelo Moraes e Kelly Moraes, do presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, além de lideranças regionais, produtores e representantes de sindicatos. O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, apresentou dados da pesquisa Perfil Socioeconômico dos Produtores de Tabaco da Região Sul do Brasil, conduzida pelo CEPA/UFRGS, que evidenciam a força do setor.

Segundo o levantamento, 68,2% dos produtores de tabaco possuem sucessor na família — índice muito superior à média nacional —, e 41,8% pretendem continuar na atividade. O estudo também aponta que quase 80% dos produtores se enquadram nos estratos sociais A e B, com renda significativamente acima da média brasileira. Thesing destacou que esse resultado reflete fatores como a alta rentabilidade por hectare e o modelo de produção integrada, que garante assistência técnica e segurança de mercado.

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