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ESG na prática: cadeia produtiva do tabaco se destaca em ações ambientais, sociais e de governança

O Olá Jornal inicia uma série especial de reportagens para destacar as políticas de ESG (Environmental, Social and Governance em inglês) adotadas pelo setor do tabaco, dando visibilidade a práticas que unem responsabilidade social, sustentabilidade ambiental e governança. A cadeia produtiva, que movimenta bilhões e envolve milhares de famílias no Brasil, chega à véspera da 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP11), prevista para novembro, como um exemplo de que é possível aliar produção em larga escala a compromissos ambientais e sociais.

O destaque ganha ainda mais relevância diante da COP11, que tem ampliado os debates sobre os impactos ambientais durante o processo de industrialização do tabaco, além da produção no campo.
O Rio Grande do Sul é líder nacional na produção, respondendo por mais de 50% do tabaco colhido no país. Na pauta das exportações gaúchas, o produto só fica atrás da soja. O setor emprega diretamente mais de 600 mil pessoas no campo e gera aproximadamente 2 milhões de empregos indiretos, consolidando-se como uma das principais cadeias produtivas do Estado.

COMPROMISSO
Entre as iniciativas ambientais, destaca-se o uso cada vez mais reduzido de agrotóxicos. Hoje, o tabaco está entre as culturas agrícolas que menos utilizam defensivos químicos. Outro avanço é a preservação de áreas nativas: em média, 22% das propriedades produtoras abrigam florestas, ajudando na conservação da biodiversidade e na proteção das nascentes.

Além disso, a diversificação das lavouras é incentivada. O Programa Milho, Feijão e Pastagens, coordenado pelo SindiTabaco com apoio de governos estaduais e entidades agrícolas, permite que produtores aproveitem o solo após a colheita do tabaco, garantindo renda extra e maior equilíbrio ambiental.

AVANÇOS SOCIAIS
O combate ao trabalho infantil é um marco do setor. Há mais de 20 anos, iniciativas de proteção a crianças e adolescentes nas lavouras levaram a Organização Internacional do Trabalho (OIT) a reconhecer a cadeia produtiva como exemplo positivo.

Um dos projetos mais importantes é o Instituto Crescer Legal, criado em 2015 pelo SindiTabaco. A instituição promove programas de aprendizagem profissional rural para adolescentes, iniciativas de empoderamento feminino no campo e formações voltadas ao empreendedorismo em parceria com escolas e universidades.

CERTIFICAÇÃO
Em 2014, o Ministério da Agricultura publicou normas técnicas para a certificação do tabaco, assegurando processos padronizados e de qualidade. Desde então, os agentes da cadeia produtiva — capitaneados por entidades como a Afubra e o SindiTabaco — vêm ampliando ações de governança, com transparência e segurança jurídica para produtores e indústrias.

RECONHECIMENTO
Autoridades governamentais e lideranças do agro destacam a relevância da fumicultura como exemplo de equilíbrio entre economia e sustentabilidade. O secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum (MDB), afirma que a cadeia do tabaco é um exemplo nacional de boas práticas produtivas e precisa ser valorizada.

“Estamos falando de uma cadeia produtiva fundamental para o nosso Estado, estruturada, organizada e que há décadas tem sido modelo para outras culturas. O tabaco reúne um conjunto de práticas que mostram equilíbrio entre economia e sustentabilidade, seja na proteção ambiental, na recuperação de solo, no combate ao trabalho infantil ou nos incentivos à diversificação das lavouras. É uma cultura que garante renda e qualidade de vida ao pequeno produtor e fomenta a economia de centenas de municípios gaúchos”, destaca.

Na mesma linha, o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, reforça que a produção de tabaco é uma das cadeias mais organizadas do agronegócio brasileiro.

“O setor do tabaco tem sido referência em produção de ponta, com forte presença tecnológica e atenção constante às boas práticas produtivas. É uma cadeia que mostra como a agricultura familiar pode ser eficiente, rentável e ao mesmo tempo responsável. O Brasil e o Rio Grande do Sul têm no tabaco um modelo de produção que merece ser reconhecido não apenas pela sua importância econômica, mas também pelo seu comprometimento com questões ambientais e sociais”, afirma.

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