Venâncio Aires, terceiro maior produtor de tabaco do Sul, receberá R$ 3.441.499,00 em retorno de ICMS proveniente da produção de tabaco em 2025, conforme levantamento divulgado pela Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) a partir de dados da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). O valor é referente à safra de 2023 e coloca o município entre os principais beneficiados pelo desempenho da cultura, que segue sendo uma das bases da economia regional.
No total, o tabaco assegurará mais de R$ 73,3 milhões em retorno de ICMS a 202 municípios gaúchos, consolidando-se como a atividade agrícola de maior valor agregado no Estado. O estudo aponta que, em muitas localidades, a participação do setor chega a representar quase metade da arrecadação do setor primário.
PROTAGONISMO
Municípios como Canguçu, com R$ 5,6 milhões, Vale do Sol, com R$ 4,5 milhões, e São Lourenço do Sul, com R$ 4,3 milhões, aparecem no topo da lista, reforçando a concentração da receita nas áreas de maior produção. Santa Cruz do Sul, polo regional, terá retorno de R$ 2,7 milhões, enquanto Vera Cruz contabiliza R$ 2,7 milhões e Candelária, R$ 2,8 milhões.
VENÂNCIO AIRES
Em Venâncio Aires, o retorno de mais de R$ 3,4 milhões confirma a relevância do tabaco na composição das receitas públicas. Além de representar uma parcela expressiva do índice de retorno, os valores se traduzem em investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação, infraestrutura e serviços de atendimento à população.
O presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, reforça que os números demonstram o peso da cadeia produtiva do tabaco na economia municipal e estadual. “O tabaco é a lavoura de maior valor agregado, responsável por sustentar serviços, gerar empregos e manter investimentos. Sem essa contribuição, o equilíbrio fiscal de grande parte das prefeituras estaria comprometido”, afirmou.
REFLEXOS EM 2025
Os dados da safra de 2023 serão aplicados no índice de retorno do ICMS em 2025. Isso significa que os recursos chegarão diretamente aos cofres municipais no próximo exercício. Becker destaca ainda que cada real repassado é fruto do trabalho de milhares de famílias agricultoras que se dedicam ao cultivo da cultura.
“Não estamos diante de uma cultura qualquer, mas de uma engrenagem essencial da economia regional, que alimenta a receita pública e sustenta milhares de famílias rurais. Os resultados têm reflexos diretos em serviços oferecidos à população, e por isso a defesa do setor deve ser permanente, garantindo segurança jurídica e reconhecimento da sua importância”, concluiu.
Com informações Amprotabaco/Famurs




