O escritor e cronista Luis Fernando Verissimo morreu neste sábado (30), aos 88 anos, em Porto Alegre (RS). Ele estava internado há cerca de três semanas na UTI do Hospital Moinhos de Vento, em tratamento contra um princípio de pneumonia. A morte foi confirmada pela família.
Verissimo convivia com problemas de saúde nos últimos anos. Diagnosticado com Parkinson, já havia implantado um marcapasso em 2016 e, em 2021, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que deixou sequelas motoras e de comunicação.
Filho do também escritor Erico Verissimo, Luis Fernando construiu uma carreira marcada pelo humor refinado, pela crítica social e pela leveza ao retratar o cotidiano. Publicou mais de 70 obras, entre romances, contos, quadrinhos e crônicas, com 5,6 milhões de exemplares vendidos. Seu primeiro livro, O Popular, foi lançado em 1973.
Além da literatura, Verissimo teve presença marcante no jornalismo brasileiro. Começou no jornal Zero Hora, em Porto Alegre, como revisor em 1966. Também trabalhou como tradutor no Rio de Janeiro e, ao longo da carreira, escreveu colunas nos jornais O Estado de S. Paulo, O Globo e Zero Hora, onde conquistou milhares de leitores fiéis.
Discreto em sua vida pessoal, continuava vivendo na mesma casa do bairro Petrópolis, em Porto Alegre, comprada por sua família em 1941. O escritório de Erico Verissimo permanece preservado, enquanto Luis Fernando preferia escrever em outro espaço, cercado por livros, discos e seu inseparável saxofone, já que o jazz foi outra grande paixão ao longo da vida.
Em setembro de 2014, Luis Fernando Verissimo foi patrono da 15ª Feira do Livro de Venâncio Aires, oportunidade em que estreitou laços com os leitores do município.




