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Venâncio Aires está entre as cidades gaúchas mais vulneráveis ao tarifaço dos EUA

Venâncio Aires é um dos municípios gaúchos que podem sentir de forma mais intensa os efeitos da tarifa de 50% anunciada pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo análise divulgada pelo Instituto Fecomércio-RS de Pesquisa (IFEP), os negócios da Capital do Chimarrão com os norte-americanos representam 16,53% do Valor Adicionado Bruto (VAB) do município, colocando a cidade na quinta posição no ranking dos mais dependentes das exportações para os EUA.

A medida, que passa a vigorar em 1º de agosto, deve afetar de maneira significativa a economia de municípios exportadores do Rio Grande do Sul. Cruzeiro do Sul lidera a lista com 101,34% do VAB relacionado às exportações para o mercado americano. Santa Cruz do Sul, Montenegro, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Bento Gonçalves, Nova Prata, Guaporé e Lajeado também aparecem entre os mais vulneráveis.

O estudo do IFEP mostra que a relação comercial com os EUA representou R$ 10,13 bilhões em exportações em 2024, o equivalente a 9,11% do total exportado pelo Estado. A região de Santa Cruz do Sul é considerada a mais afetada proporcionalmente, já que as exportações respondem por mais de 7,28% do PIB regional. O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e do IFEP, Luiz Carlos Bohn, alerta que o impacto tende a ser expressivo. “As exportações de tabaco para os EUA possuem um peso muito grande na geração de renda do município e, considerando o tipo de produto, com uma cadeia produtiva curta, é razoável supor que a maior parte dos impactos realmente estarão concentrados na região”, explicou.

Segundo Bohn, será difícil realocar os produtos para outros mercados com o mesmo volume e rentabilidade. Isso pode reduzir a renda local e, por consequência, o consumo em diversas regiões do Estado.

O levantamento aponta que 21 municípios gaúchos têm exportações para os EUA superiores a 5% do PIB, e as regiões de Porto Alegre, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Santa Cruz do Sul e Caxias do Sul concentram dois terços do total exportado para o mercado americano. Apesar disso, a capital gaúcha tende a ser menos afetada, já que as exportações têm menor peso sobre a economia local.

Além do efeito direto nas exportações, a imposição de eventuais tarifas de reciprocidade pelo Brasil pode encarecer insumos e dificultar a competitividade produtiva. Embora apenas 0,83% das importações do RS em 2024 tenham origem nos EUA, a medida pode impactar setores como atacado e serviços, principalmente pelo aumento no custo de combustíveis, bens intermediários e maquinários.

Com informações Fecomércio-RS

FOTO: Divulgação/AI SindiTabaco

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