A produção de erva-mate no município deve registrar um leve crescimento na produtividade durante a safra de 2025, segundo dados divulgados pela Emater. Apesar do avanço, os números ainda refletem uma estabilidade em relação à média da última década, sem grandes saltos produtivos.
Na atual safra, foram mantidos os 1.200 hectares plantados, com 600 hectares efetivamente cortados ao longo do ano. A produtividade média deve alcançar 6.650 quilos por hectare, resultando em uma produção anual de 3.990 toneladas de erva-mate. O número representa uma leve alta frente à safra de 2024, quando foram colhidos 6.350 quilos por hectare em 524 hectares cortados, totalizando 3.327 toneladas.
Contudo, mesmo com a melhora na produtividade, o valor gerado pela atividade tem registrado queda. Em 2024, o setor movimentou R$ 810,3 mil, média mensal de R$ 67,3 mil. Já em 2025, o total registrado até abril foi de R$ 148,8 mil, segundo o Valor Bruto da Produção Agrícola (VBPA). A média mensal é de R$ 37,2 mil. A queda nas receitas é atribuída, principalmente, à desvalorização do preço pago ao produtor.
De acordo com o chefe do escritório local da Emater, engenheiro agrônomo Vicente Fin, a redução nos ganhos reflete fatores climáticos acumulados nos últimos anos. “A venda até diminuiu por causa dos valores que caíram, mas lá atrás se atribuiu a problemas de muita chuva, seca, o pessoal ficou muito tempo sem cortar”, explica.
Vicente lembra ainda que, por se tratar de uma planta perene, a erva-mate sofre os impactos das variações do clima ao longo dos anos. “A área é a mesma, mas oscila muito conforme as coisas vão andando do clima”, disse.
“Saímos de um período de três enchentes. Naquele período, não houve cortes nas plantas, e aí depois vem uma sequência, de estiagem, isso joga a média para baixo”, completa, reforçando que os atuais números apenas retomam o patamar médio da série histórica da cultura no município.
Apesar do momento desafiador, a erva-mate segue como uma cultura tradicional em Venâncio Aires, com importância econômica e sociocultural para centenas de agricultores familiares. A expectativa é de que, com a estabilização do clima e a recuperação dos preços, o setor possa voltar a apresentar resultados mais robustos nos próximos anos.
FOTO: Divulgação/AgênciaPR




