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Quatro mulheres de Venâncio Aires recebem homenagem com a Medalha Preta Roza em Porto Alegre

Idealizada pela deputada estadual Laura Sito (PT), a Medalha Preta Roza homenageia mais de 300 mulheres negras de mais de 50 cidades do Rio Grande do Sul. A iniciativa celebra a força, inteligência e competência de mulheres que seguem movendo as estruturas sociais a partir de seus territórios, com atuação em áreas como política, cultura, segurança pública, academia, educação, saúde e trabalho social. De Venâncio Aires serão quatro mulheres. Jaque Santos, Produtora Cultural, Isabel Generosa Landim, Presidente da Sociedade Négo Football Club, Loni Lopes, Presidente do Grupo Baobás e Tainara da Silva, Advogada.

O evento é aberto ao público e ocorrerá no dia 23 de julho, às 14h no Auditório do Ministério Público do Rio Grande do Sul em Porto Alegre. Uma edição desta homenagem também será realizada na Região Sul do estado no dia 24 às 18h em Pelotas.

A entrega da medalha integra o Julho das Pretas, agenda nacional de mobilização em torno do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho. A premiação propõe uma reparação simbólica e política, reafirmando o compromisso do mandato com a valorização das trajetórias negras no presente.

Para Laura Sito, trata-se de mais que uma honraria individual: é uma afirmação política de que as mulheres negras estão no centro das transformações sociais, mesmo quando o poder tradicional tenta apagar essas histórias. “Preta Roza é símbolo da insurgência negra no sul do Brasil, mas também espelho de tantas mulheres que hoje resistem, criam caminhos, cuidam de suas comunidades e constroem o futuro”, afirma a parlamentar.

O nome da medalha homenageia uma figura real da história do Rio Grande do Sul. Preta Roza foi uma mulher negra escravizada e guerreira do quilombo de Manoel Padeiro, na década de 1830. Atuava como combatente armada e estrategista, chegando a se vestir como homem para circular entre espaços de poder e obter informações valiosas. Comparada à Rainha Jinga de Angola, foi morta em combate no dia 16 de junho de 1835 e se tornou símbolo da resistência negra e feminina.

Ao resgatar sua memória e vinculá-la ao presente, a medalha conecta passado e futuro. Celebra a luta de uma heroína invisibilizada e projeta a força de centenas de mulheres negras que seguem transformando o Rio Grande do Sul, muitas vezes sem reconhecimento algum. Em 2025, suas histórias ganham visibilidade e reverência, não apenas como forma de justiça simbólica, mas como parte fundamental da reconstrução do estado.

Mais do que uma cerimônia, a entrega da Medalha Preta Roza representa um gesto coletivo de reparação, memória e reconhecimento que reafirma a centralidade das mulheres negras na construção de um futuro mais justo.

CRÉDITO: AI Gab. Laura Sito/PT
FOTO: Nathália Schneider

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