
Em meio a um cenário desafiador e de transformações no setor agrícola e industrial, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) comemora 78 anos de atuação, reafirmando seu compromisso com a sustentabilidade, a competitividade internacional e, especialmente, com o fortalecimento do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT). Esse modelo, consolidado há mais de um século no Brasil, é reconhecido mundialmente como pilar fundamental da organização produtiva do setor, garantindo previsibilidade de safra, assistência técnica aos produtores e relações pautadas pela responsabilidade social, ambiental e econômica.
Desde sua fundação, em 1947, o SindiTabaco tem desempenhado um papel estratégico na representação das indústrias do segmento, atuando como elo entre empresas, produtores, governo e sociedade. A entidade acompanha de perto os temas regulatórios que impactam o setor e tem sido uma voz ativa na defesa da relevância econômica e social da produção e industrialização do tabaco no Brasil. Hoje, o país se mantém como o maior exportador de tabaco no mundo, com participação superior a 20% do mercado global e clientes em mais de 100 países.
O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, destaca a trajetória de sucesso da entidade em entrevista ao Olá Jornal. “Chegar aos 78 anos é motivo de celebração, mas também de reflexão e renovação do nosso compromisso com toda a cadeia produtiva. O Sistema Integrado é a base de tudo isso. Ele permitiu que o Brasil alcançasse uma posição de destaque internacional, ao promover relações equilibradas entre indústria e produtor, com foco na integridade do produto, qualidade, sustentabilidade ambiental e responsabilidade social”, afirma.
Segundo Thesing, manter o SIPT fortalecido é fundamental diante da crescente concorrência internacional, especialmente de países africanos, asiáticos e dos Estados Unidos. “A competitividade global exige que sigamos inovando e garantindo condições justas e sustentáveis para nossos produtores. O sistema integrado nos dá essa base sólida”, acrescenta.
Além da representação institucional, o SindiTabaco liderou ao longo das décadas diversas iniciativas que extrapolam o escopo econômico. Entre elas, destacam-se ações voltadas à preservação ambiental, programas de incentivo às boas práticas agrícolas, campanhas de promoção da saúde e segurança do trabalhador rural e projetos de proteção à infância e adolescência no meio rural.

OPORTUNIDADES
O setor também se prepara para debates relevantes na próxima edição da Conferência das Partes (COP), ligada à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS). Embora a COP represente um espaço de discussões regulatórias rigorosas, Thesing vê no evento uma oportunidade para o Brasil apresentar os avanços e o modelo do sistema integrado, além de discutir questões como a regulamentação de novos produtos.
“Atualmente, mais de 100 países já regulamentaram produtos à base de nicotina líquida, por exemplo. No Brasil, desde 2009, sequer é permitida a produção para exportação, o que nos coloca em desvantagem. Temos matéria-prima, parque fabril, tecnologia desenvolvida e expertise. Com uma revisão da legislação, poderíamos abrir novas frentes de geração de renda para produtores, oportunidades para a indústria e arrecadação para o país”, defende.
COMPROMISSO
Ao completar 78 anos, o SindiTabaco reafirma sua missão de promover o diálogo entre os diferentes elos da cadeia produtiva, buscando soluções sustentáveis que assegurem a continuidade e o desenvolvimento do setor. A entidade projeta os próximos anos com foco em inovação, fortalecimento das relações institucionais e defesa do sistema produtivo integrado como modelo de sucesso.
“O olhar para o futuro é claro: mantermos nossa liderança global passa diretamente pela preservação e modernização do Sistema Integrado, pela valorização do produtor rural e pelo engajamento com práticas que conciliam produtividade, responsabilidade social e respeito ao meio ambiente”, conclui Thesing.
FOTO: Willian Oliveira/Arquivo Olá




