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Reflorestamento ganha força no RS após enchentes e Venâncio Aires prepara ações no castelhano e sangas

Após as enchentes que devastaram diversas regiões do Rio Grande do Sul em 2024, iniciativas de recuperação ambiental começam a ganhar força em municípios afetados. Em Venâncio Aires, mais de 14,4 hectares de mata nativa foram perdidos ao longo do último ano, especialmente na região serrana, devido a deslizamentos de terra e à força das águas de rios e arroios.

Como resposta, diversas ações de reflorestamento estão sendo implementadas. Para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta quinta-feira, 05 de junho, o Olá Jornal, encartou na edição desta quarta-feira, 04, sementes de ipê-roxo – espécie nativa e resistente, indicada para a recuperação de áreas degradadas. A iniciativa faz parte dos projetos ambientais do veículo desde 2015, que visam engajar a população na proteção ambiental.

Segundo dados do MapBiomas, a cobertura de matas em Venâncio Aires representa cerca de 32,25% do território local, somando 24.867 hectares, com maior concentração na região serrana, próxima à divisa com Boqueirão do Leão e Santa Cruz do Sul.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) também prepara ações específicas de recuperação das matas ciliares, especialmente em sangas e no Arroio Castelhano, duramente impactados pelas chuvas de maio de 2024. O secretário da pasta, Gustavo Von Helden, explica que a iniciativa integra o programa “Desassorear RS”, que visa desobstruir os leitos dos cursos d’água antes do reflorestamento.

“Já conseguimos desassorear cerca de dois quilômetros de sangas. A primeira etapa vai abranger 12,5 km no Arroio Castelhano e 4,5 km em sangas. A recuperação das matas ciliares virá em seguida, com o objetivo de evitar novos processos de assoreamento e melhorar a contenção da água nos leitos” comenta Von Helden.

O secretário destacou ainda que o trabalho já apresenta resultados positivos. Nas últimas chuvas intensas, a água permaneceu dentro do leito das sangas, evitando novos alagamentos.

PROJETO REFLORA
No plano estadual, o governo do Rio Grande do Sul lançou o Projeto Reflora, ainda em abril, que une ciência e sustentabilidade na restauração de ecossistemas destruídos. A estratégia inclui a coleta de ramos saudáveis de árvores, técnicas de enxertia para acelerar o florescimento das mudas e a preservação genética de espécies nativas ameaçadas.

Com investimento de R$ 7,5 milhões o projeto prevê o plantio de mais de 6 mil mudas de 30 espécies nativas. As mudas serão produzidas em centros de pesquisa e viveiros espalhados pelo estado, incluindo o Centro da Seapi em Santa Maria, o Jardim Botânico de Porto Alegre e viveiros de universidades e da iniciativa privada.

Segundo os especialistas, o tempo médio para restabelecer os serviços ecossistêmicos afetados por enchentes é de 20 a 30 anos. No entanto, com o apoio do Projeto Reflora, a expectativa é reduzir esse prazo para entre 5 e 8 anos.

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