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Venâncio Aires registra recuperação das áreas de florestas até 2023

Venâncio Aires tem registrado crescimento anualmente na área de matas nativas, segundo estudo realizado pela MapBiomas. O relatório foi atualizado até 2023 e leva em consideração imagens de satélite. No último ano do levantamento a área territorial da Capital do Chimarrão era ocupada em 32,68% com florestas, representando 25.190 hectares. O impacto das florestas no país ganham destaque neste sábado, 21, quando é celebrado o Dia da Árvore. O Brasil tem vivido nos últimos meses o período de seca mais longo em quatro décadas, ocasionando em queimadas. Os efeitos desta crise são sentidos em praticamente todo o país. Quase um quarto do território brasileiro pegou fogo, ao menos uma vez, no período entre 1985 e 2023. Foram 199,1 milhões de hectares, o equivalente a 23% da extensão territorial brasileira.

O MapBiomas é uma iniciativa do sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima (SEEG/OC). O resultado de 2024 deverá contar com queda na área total de matas, isso porque, com as enchentes, encostas e áreas ribeirinhas tiveram perda da vegetação.

Segundo o último relatório, o território venâncio-airense possui a sua maior área ocupado pela agricultura. Representa 55,66%, com 42.896 hectares. A vegetação com arbustos e plantas baixas aparece na terceira posição, com 8,91% do território, e 6.868 hectares. A área não vegetada, ocupada especialmente pela zona urbana, representa 2,22% do território municipal, com 1.711 hectares. Já os pontos com água, açudes, arroios e rios, somam 409 hectares, representando 0,53%.

Apesar de estar registrando crescimento anual na área de matas, Venâncio Aires ainda não atingiu os níveis dos anos de 1980. Conforme o MapBiomas, em 1985, início da série de acompanhamento, 37,17% do território local era ocupado por floresta, representando 28.628 hectares. A área não vegetada, que concentra o núcleo urbano da cidade, não chegava a 1%. Este segmento representava naquele ano 346 hectares, ou seja, 0,45%. A área de agropecuária concentrava 51,33% com 39.537 hectares. Já a vegetação por arbustos alcançava 8.021 hectares, representando 10,41%, e os corpos d’água totalizavam 0,64%, com 493 hectares. Naquele ano também estava incluído no território de Venâncio Aires o município de Mato Leitão, que se emancipou em 1992.

CRESCIMENTO
Em 1992 a área de florestas totalizava 30,23, com 23.293 hectares, o pior resultado da série de acompanhamento. Desde então, Venâncio Aires vem registrando aumentos nas áreas com matas. Em 20 anos, entre 2003 e 2023, esse crescimento foi de 10,3%, passando de 22.832 hectares, para 25.190 hectares.

ENCHENTE
Na Capital do Chimarrão, com 77,1 mil hectares de território, as enchentes de maio de 2024 atingiram 17,7% da área municipal. Foram 1.587,23 hectares de áreas com florestas atingidas pelos alagamentos. Outros 423,23 hectares tiveram danos por conta das enxurradas e deslizamentos. As perdas de florestas serão computadas a partir de imagens de satélite. Entretanto, há expectativa pela recuperação natural dos locais atingidos.

ESTADO
No Rio Grande do Sul a área com florestas tem se mantido estável desde o início da série de acompanhamento do MapBiomas, na década de 1980. No primeiro ano, 1985, o estado contabilizava 18,70% do seu território com floresta, totalizando 5.264.343 hectares. A maior proporção estava na vegetação de arbustos e campo, típica do bioma pampa, que na metade da década de 80 ocupava 11.037.424 hectares, representando 39,2%. Em 2023 o território ocupado com matas no estado estava em 5.111.206 hectares, 18,15%. Já o pampa, com pastagens e arbustos totalizava 7.031.781 (24,9%).

Em todo o Rio Grande do Sul, foram atingidos 147.602.82 hectares de florestas durante os episódios climáticos de abril e maio de 2024. Outros 40.196,15 hectares de florestas foram danificados por enxurradas ou deslizamentos. As áreas de campo afetadas somam outros 366,7 mil ha, o que corresponde a 1,30% de todo o território estadual. Em todo o estado, com as enchentes, foram registrados deslizamentos em 7.368,08 hectares.

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