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Após um ano da enchente de setembro, Venâncio ainda aguarda início de obras das casas prometidas pelo governo federal

A Prefeitura de Venâncio Aires aguarda para os próximos dias o início da construção de imóveis financiados com recursos federais, anunciados ainda em março, durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à região. A tragédia climática de setembro afetou de forma intensa as cidades do Vale do Taquari, com prejuízos no segundo distrito e nas localidades do entorno da Capital do Chimarrão.
Por meio do Minha Casa Minha Vida Calamidade serão construídas 30 unidades habitacionais, nos bairros Battisti e Brands. Conforme a secretária municipal de Planejamento e Urbanismo, Deizimara Souza, o município já realizou o credenciamento da construtora responsável pelas obras, e agora é aguardada a liberação da Caixa Econômica Federal.

“Na modalidade do Minha Casa Minha Vida, o município credencia as empresas, abre um credenciamento de empresa do ramo da Construção Civil. A ALM Engenharia foi a empresa habilitada, com a publicação no último dia 29. A partir de agora, a ALM então, está apta para apresentar projeto e receber autorização de construção das unidades habitacionais,” explica.

A expectativa da chefe da pasta é de autorização das obras em até 90 dias. “Então, a gente acredita que, por se tratar da calamidade, a própria Caixa tem uma prerrogativa de atendimento primeiro do que qualquer outro empreendimento. Dentro de no máximo 90 dias está autorizada a obra. Dentro da calamidade a execução tem que ocorrer em 120 dias,” comenta.

A expectativa é de investir quase R$ 4 milhões, sendo que o valor de cada unidade é de R$ 130 mil. Serão 22 unidades construídas no bairro Brands e outras oito no bairro Battisti, em área destinada para moradias de interesse social. As moradias são direcionadas exclusivamente às vítimas das enchentes de setembro do ano passado.

Conforme a Defesa Civil de Venâncio Aires, em setembro, foram 4.755 pessoas atingidas, nos distritos de Mariante e Estância Nova. Deste número, 120 estavam desabrigadas, 1.850 desalojadas e 2.785 afetadas pelo desastre natural. Além disso, o relatório apresentou o número de 2.400 pessoas diretamente beneficiadas com cestas básicas e kits de higiene e limpeza. Na época, a prefeitura apontava prejuízos de R$ 1,56 milhão para a reestruturação dos distritos de Vila Mariante e Estância Nova e para a assistência às vítimas.

FOTO: Divulgação/AI PMVA

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