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Metade dos 10 maiores municípios produtores de tabaco tiveram queda populacional, mas aumento de famílias fumicultoras

Os dados do Censo 2022 foram divulgados na última semana e apontam a evolução populacional do país. Apesar de não alcançar as estimativas iniciais, segundo o IBGE, Venâncio Aires teve crescimento de 4,5% de 2010 para o último ano. A população da cidade chega a 68.653 pessoas. A Capital do Chimarrão também ocupa posição de destaque entre os maiores produtores de tabaco. Metade dos 10 principais produtores tiveram aumento populacional. Já o número de famílias que cultivam tabaco teve crescimento em seis destas cidades na década.

Diferente do que apontou o Censo, onde houve crescimento de habitantes venâncio-airenses, na produção de tabaco o cenário foi diferente. Entre a safra 2009/2010 e 2021/2022, a queda de famílias envolvidas no cultivo chegou a 28,1%. Saiu de 5.159 núcleos familiares, para 3.711 na última safra. A Capital do Chimarrão registrou a maior redução entre os dez maiores municípios produtores. Venâncio ocupa a terceira posição, na listagem liderada por Canguçu, no Sul do estado.

A cidade registrou queda de 7,5% entre os Censos, saindo de 53.269 habitantes em 2010, para 49.650 pessoas. Embora houve diminuição, no número de famílias produtoras, ocorreu crescimento de 2,6%, saltando de 5.013 (2009/10) para 5.144 (2021/22).

O segundo maior produtor, São João do Triunfo, no Paraná, teve crescimento populacional de 0,16% na década, saindo de 13.704 habitantes para 13.726. A cidade paranaense aumentou no período 13,5% as famílias produtoras, chegando a 2.125 na última safra.

São Lourenço do Sul ocupa a quarta posição entre as cidades produtoras de tabaco. O município gaúcho teve queda de 2,60% na população, e conta com 41.989 habitantes em 2022, segundo o IBGE. Ao mesmo tempo, registrou aumento de 6% nas famílias ligadas ao cultivo de tabaco, encerrando a safra passada com 3.930 produtores.

Rio Azul, no Paraná, também registrou no Censo queda populacional, de 0,48%, encerrando o levantamento com 14.025 pessoas. Na produção de tabaco a queda foi maior, saiu de 2.504 famílias ligadas à produção, para 2.015, diminuição de 19,5%.

A cidade catarinense de Itaiópolis aumentou a sua população em 8,6%. O município ocupa a sexta posição entre os 10 maiores produtores de tabaco do Sul do Brasil. A população chega a 22.081 habitantes. Já de famílias produtoras, ocorreu aumento de 26,1%, o maior percentual entre os municípios analisados. Saltou de 2.235 núcleos, para 2.819.

Também em Santa Catarina, Canoinhas, cresceu na sua população segundo a pesquisa do IBGE. Saiu de 52.765 pessoas, para 55.016, aumento de 4,2%. Entre as famílias produtoras, houve aumento de 16,9%. Na safra 2009/10 eram 2.190 unidades produtoras de tabaco. A última safra contou com 2.560.

REGIÃO
Na região as cidades de Vale do Sol e Candelária ocupam a oitava e nona posição no ranking. Ambas tiveram queda populacional. A primeira reduziu em 13,1% o número de habitantes, encerrando em 2022 com 9.617 pessoas. Já Candelária registrou queda de 4,19%, ficando com 28.906 habitantes. Ambos também reduziram as famílias produtoras. Vale do Sol encerrou a safra passada com 2.664 produtores, queda de 8,4%. Em Candelária a queda foi maior, de 26,9%, contava com 4.008 famílias fumicultoras em 2009/10 e passou a 2.929 na safra 2021/22.

O décimo maior município na lista é Ipiranga no Paraná. A cidade possui 14.142 habitantes segundo a última atualização do Censo, redução de 0,05%. Já o número de famílias ligadas ao cultivo de tabaco registrou aumento em 10 anos. O percentual ficou em 0,5%, passou de 1.623 para 1.631 produtores.

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