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Assembleia Legislativa começa a ouvir nesta sexta em Santa Cruz aqueles que são impactados mas não têm voz na COP10

Ouvir aqueles que são impactados pelas decisões mas não podem se manifestar. Com esse objetivo o deputado relator Marcus Vinícius de Almeida (PP) resume o roteiro de audiências públicas da subcomissão em Defesa do Setor do Tabaco e de acompanhamento dos Trabalhos da 10ª Conferência das Partes (COP10) da Convenção-quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), da Assembleia Legislativa.

A largada será dada na região, em Santa Cruz do Sul nesta sexta-feira, 16. A partir das 9h, a Câmara de Vereadores receberá a cadeia produtiva para o primeiro de cerca de 10 encontros a serem realizados no RS. De acordo com o proponente da subcomissão, o início dos debates na região marca a relevância do setor para os municípios daqui.

“O Vale do Rio Pardo é a principal região produtora no Brasil e Santa Cruz do Sul é a capital da fumicultura do setor do tabaco na América Latina. A primeira reunião acontece justamente por tudo o que a cidade e a região representam. Estaremos percorrendo os principais municípios produtores e aqueles que têm maior influência no setor, na cadeia produtiva do tabaco. E o que nós esperamos é chegar no mês de agosto com um relatório bastante robusto com dados, informações, com a manifestação de todos aqueles que sempre são impactados pelas deliberações da COP, mas que nunca tiveram ou têm a chance de poder se posicionar e manifestar nesses eventos”, afirma.

O meta é formalizar um relatório com a participação de outros três estados produtores, Santa Catarina, Paraná e Bahia. O roteiro culminará em uma audiência pública em Brasília, em setembro, com a participação das bancadas federais, dos senadores e dos ministros das relações exteriores, agricultura, desenvolvimento agrário e também com a ministra da saúde, ajudando na orientação e na formação da posição do governo no evento que ocorre no Panamá, em novembro.

“É isso que a gente espera, um debate realmente para que nós tenhamos condição, se não puder sensibilizar o auditório, se a gente não tiver condição de sensibilizar aqueles que irão deliberar na conferência das partes, então que nós possamos no mínimo sensibilizar quem terá a voz em nome do Brasil, que são os ministros. Muita pressão em cima do governo brasileiro para que não tenha receios ou constrangimentos de defender aquilo que nós entendemos que é o certo, que é a economia do nosso país, a economia do Vale do Rio Pardo, a economia do Rio Grande e o bem-estar dessas mais de 128 mil famílias produtoras”, explica.

COMITIVA
Paralelo às audiências, a Assembleia Legislativa busca a oportunidade de levar uma representação do estado do Rio Grande do Sul para a COP10. A intenção é ter acesso ao evento, o que até hoje não foi permitido.

“Nós estamos ainda perseguindo esse objetivo. Agora, eu particularmente não gostaria de liderar um movimento, um grupo de deputados para atravessar daqui até o Panamá simplesmente para marcar posição lá, só para chegar lá e não ter a chance de opinar, de falar, de ser ouvido. Então, eu quero realmente ter esse objetivo. Se é para a gente sair do Rio Grande do Sul enquanto grupo de deputados, que seja para ter voz no evento”.

A COP10 ocorre de 20 a 25 de novembro, na cidade do Panamá.

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