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Deputado Pezenti vai solicitar ao presidente da Câmara Federal missão oficial na COP10

Formar uma missão parlamentar oficial à 10ª Conferência das Partes (COP10) da Convenção-quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) é a meta do novo deputado federal Rafael Pezenti (MDB). A proposta será levada ao presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira (PP) com objetivo de formalizar o grupo que acompanhará os debates do evento antitabagista que ocorrerá em novembro, no Panamá.

Ex-fumicultor, o catarinense busca maior efetividade da atuação política. “Dá mais peso para nossa representação política e, com mais musculatura política, a gente consegue também mais avanços. É por enquanto um projeto embrionário, a gente precisa dar um pouco mais de corpo para essas discussões. Mas eu estou com boas expectativas para essa COP. Acho que a gente vai conseguir avançar em alguma coisa”, projeta.

O jovem deputado quer fazer ainda mais. Seu alvo é levar a cultura do tabaco ao conhecimento dos seus colegas de parlamento. “O deputado lá de Rondônia que mora em Porto Velho vota a favor ou contra o nosso setor sem saber o que ele é, assim como eu que sou catarinense, sou do Sul do Brasil, também coloco a minha digital em votações que impactam a vida do manauara, lá no Amazonas. É importante que a gente tenha conhecimento sobre o que acontece nesses vários Brasis”.

Membro titular da Comissão de Agricultura, o foco é angariar apoio político a favor da cadeia produtiva na COP10. “Eu tenho como missão não só ficar dando soco na tribuna, batendo, enfrentando o governo. Eu tenho como missão levar conhecimento, mostrar para outros parlamentares o que é a cadeia produtiva do fumo e, conseguindo fazer isso, teremos mais parlamentares para tentar mudar um pouco o direcionamento dessa COP”, avalia.

BOAS PRÁTICAS
Desmistificar a fumicultura também é uma das urgências para Pezenti. Mostrar as boas práticas agrícolas, ambientais e sociais é necessário principalmente em ano de COP. “Lá em Brasília quando eu falo em fumicultura, as pessoas já vêm com as pedras nas mãos para dizer que é muito agrotóxico utilizado nessa produção quando na verdade o fumo é uma das culturas que menos emprega defensivos agrícolas. A gente emprega 40 vezes menos defensivos agrícolas no fumo do que no tomate, 39 vezes menos do que na maçã”, afirma.
Como ex-fumicultor e filho de produtores no município de Petrolândia (SC), fala do assunto com propriedade. “Minha família plantava Virgínia numa pequena propriedade, conheço todo o processo produtivo e eu tenho acompanhado desde então um monte e mentira. A cadeia tem um controle muito rígido na aplicação, no uso de EPIs, sem contar todo o processo de sustentabilidade que a cadeia sempre fomenta há muito tempo com a erradicação do trabalho infantil, com projetos ambientais”.
Mais uma vez, a falta de conhecimento da cultura leva a consequências no Congresso, segundo o deputado. “Tudo isso mostra que a cadeia produtiva do tabaco está preocupada com a sustentabilidade, que a gente precisa colocar isso não só dentro das propriedades rurais mas principalmente dentro do Congresso Nacional porque as leis são feitas, são mastigadas e entregues para a população lá”.
Os projetos ambientais fazem parte de sua memória de criança quando participou do projeto Verde É Vida da Afubra quando estava na primeira série e plantou a muda de jabuticaba que ganhou na escola. “Toda vez que vou lá na casa dos meus pais eu lembro desse projeto e como foi importante para mim”, lembra.
Desta forma, considera-se um legítimo representante do fumicultor. “A minha missão em Brasília é defender o pequeno produtor, aquele que precisa de verdade de um suporte do estado”, conclui o deputado.

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