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Legislação municipal propõe políticas de proteção às mulheres na gravidez

Está em tramitação na Câmara de Vereadores um projeto de lei que pretende garantir medidas informativas de proteção às mulheres na gravidez, parto, abortamento e puerpério em Venâncio Aires. A proposta foi apresentada pelos vereadores Sandra Helena Wagner (PSB), Luciana Schibler (PDT) e André Puthin (MDB). A lei busca também alinhar as políticas locais com diretrizes do Ministério da Saúde sobre boas práticas na humanização do parte e pré-natal.

A lei apresentada no último dia 11, objetiva combater violações aos direitos humanos, sexuais e reprodutivos, das mulheres, bem como o descumprimento da Constituição Federal, e dos protocolos do Ministério. “Dessa forma, qualquer ato ou omissão realizada contra a mulher e seu acompanhante, sem o seu consentimento livre e esclarecido, que causem morte ou lesão à gestante, parturiente ou puérpera, bem como ao concepto, não será entendido como parto seguro e como boas práticas para a atenção à gravidez, abortamento, parto e puerpério,” destaca a justificativa da lei.

O projeto de lei também aponta para direcionamento de ações publicadas pela Organização Mundial da Saúde, para proteger as futuras mães. “Apesar das evidências sugerirem que as experiências de desrespeito e maus-tratos das mulheres durante a assistência ao parto são amplamente disseminadas, atualmente não há consenso internacional sobre como esses problemas podem ser cientificamente definidos e medidos,” destaca a justificativa.

Programas nacionais também se alinham nas políticas de proteção às grávidas. São eles: a Rede Cegonha, criado em 2011, para assegurar às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério”. Em 2017, foram lançadas as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal, elaboradas por profissionais da saúde, cujo escopo foi definido em conjunto com associações médicas, de enfermagem e de mulheres, assim como pesquisadores e conselhos profissionais da área da saúde.

A legislação também busca ampliar a publicidade dos direitos e deveres das mulheres grávidas, além de proteção na rede pública de saúde. Também aborda o atendimento inadequado à gestante em trabalho de parte, em práticas consideradas abusivas por parte dos profissionais de atendimento. A legislação não tem data para votação, o que deve ocorrer até o início do mês de maio.

FOTO: Divulgação/Pixbay

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