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Proibição da Rússia para importação de tabaco pode afetar negócios de Venâncio

Neste primeiro semestre as indústrias de Venâncio Aires embarcaram mais de US$ 9,8 milhões em mercadorias para a Rússia. Mais de 98% destes negócios envolvem tabaco com crescimento de 87%, se comparado ao ano anterior. A previsão é de, ao longo do ano, movimentar cerca de US$ 20 milhões para o país europeu. Na última semana o governo russo decidiu proibir a importação de tabaco do Brasil. Os negócios de empresas venâncio-airenses para o país representam, em 2021, mais de 3,8% do total de exportações locais.

A decisão foi do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária, que identificou no ano passado 33 casos da mosca Megaselia scalaris em tabaco em rama vindo do Brasil e de mais seis países: Índia, África do Sul, Tanzânia, Estados Unidos, Malawi e Bélgica. O inseto é considerado uma praga quarentenária na Rússia e nos demais países da União Econômica Eurasiática (UEE).

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) discutiu a situação junto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para buscar solução o mais rápido possível, já que o segundo semestre é o período com maior número de embarques no setor tabacalero. O assunto está sendo conduzido pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do MAPA em Brasília, o qual já contatou autoridades russas do mesmo escalão hierárquico. Informações dão conta de que uma reunião entre as partes deverá ocorrer durante esta semana.

“A Rússia é um importante importador do tabaco brasileiro, se destacando entre os 10 maiores clientes do produto nos últimos anos. Em 2020, a Rússia importou cerca de 22 mil toneladas, gerando divisas de US$ 54 milhões”, destaca Schünke.

Neste ano, já foram embarcadas 12 mil toneladas, num total de US$ 22 milhões. O dirigente do SindiTabaco diz estar confiante de que se trata de um caso isolado, que terá solução em breve. O Brasil é o maior exportador mundial de tabaco. A Bélgica lidera as importações do produto brasileiro, com U$ 414 milhões, seguido por China, com U$ 153 milhões e EUA, U$ 125 milhões.

A Rússia está em sétimo no ranking. No total, 113 países receberam 514 mil toneladas de tabaco brasileiro, no ano passado, com uma receita de R$ 1,64 bilhão. O produto respondeu por 9,52% das exportações do Rio Grande do Sul, o maior produtor, e 0,8% dos embarques do Brasil.

FOTO: Junio Nunes/SindiTabaco

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