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Casos de menos doses por frasco da Coronavac são monitorados em Venâncio

Autoridades de saúde dos municípios de 12 estados já sinalizaram que estão identificando menos doses do que a quantidade indicada nos frascos da Coronavac. A vacina contra a Covid-19 é fabricada pelo Instituto Butantan e foi o primeiro imunizante incluído no Plano Nacional de Vacinação. Venâncio Aires já identificou casos deste tipo, bem como prefeituras da região, segundo a 13º Coordenadoria Regional de Saúde (13ª CRS).

Inicialmente cada frasco da vacina deveria render 10 doses, entretanto, o número não está sendo alcançado em algumas unidades. Conforme a coordenadora regional de saúde, Mariluce Reis, em média, na região do Vale do Rio Pardo, cada frasco está rendendo nove doses para aplicação.

Os casos são monitorados e notificados ao Ministério da Saúde. “Casos deste tipo ocorreram em quase todos os municípios e estão sendo notificados. A situação também é verificada em todo o estado,” argumenta Mariluce.

As equipes de imunização só descobrem o problema na hora de aplicar as vacinas, que contam as doses a partir do momento em que o frasco é aberto. No começo de março, o Instituto Butantan, que produz a CoronaVac, reduziu a quantidade de imunizante no frasco: de 6,2 para 5,7 mililitros. O instituto diz que a redução não compromete o aproveitamento das doses. Agora, o instituto vai revisar a bula e orientar os profissionais sobre o tipo de seringa que deve ser usada para garantir o aproveitamento máximo das doses.

A orientação do Ministério da Saúde, é que todos os municípios que identificarem o problema, registrem uma queixa técnica no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A Anvisa afirma que todas as hipóteses estão sendo avaliadas para identificar a origem do problema e que todos os relatos estão sendo investigados com prioridade pela fiscalização.

ANÁLISE
Conforme a 13ª CRS a situação do rendimento dos frascos motiva estudo do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). Os métodos de aplicação e seringas estão em avaliação e poderão resultar em mudanças nos protocolos de imunização. “Depende da seringa, depende da pessoa que tira, o manejo e a rapidez que precisa sugar o líquido. Estão sendo realizados estudos sobre esta situação e talvez teremos alguma nova resolução sobre isso,” explica Mariluce.

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