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Câmara Setorial defende novos produtos para fumar, que utilizem tabaco ao invés de nicotina líquida

Os novos dispositivos de tabaco que aquecem mas não queimam avançam na comercialização no mundo. Na última semana a Agência Americana de Saúde (FDA em inglês) autorizou a comercialização do produto Iqos, da Philip Morris, como de menor risco para a saúde do consumidor.

Com isso, a empresa garante suporte para ampliar a comercialização nos Estados Unidos, a exemplo do que já ocorre em países europeus e na Ásia. A decisão também pode ampliar as discussões de autorização para comercialização destes produtos em território brasileiro. A elaboração dos dispositivos eletrônicos para fumar devem atingir a produção local. Entretanto, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Tabaco, defende os produtos que utilizem as folhas e não possuem queima direta, a exemplo do que ocorre no cigarro tradicional.

Segundo o presidente do grupo, Romeu Schneider, o consumo de cigarros passará por um processo de evolução, a partir dos produtos com menor risco para a saúde do consumidor e pessoas no entorno. “Sem dúvida nenhuma é um passo importante para estes produtos. Apesar de ter um terço da quantidade de tabaco que tem o cigarro tradicional, o produto sem queima mantém a utilização do tabaco. Todos os tipos de cigarros que aquecem mas não queimam, eliminam o fumante passivo. Para o futuro do mercado irá se consolidar,” destaca.

Para o dirigente, o consumo dos dispositivos eletrônicos que usam vapor terá crescimento significativo com as regulações de mercado. “O consumo deste produto está crescente no mundo. Os produtos com utilização de tabaco é o que os representantes dos produtores defendem. Porque achamos que precisa mudar em relação a fumaça do cigarro tradicional. Estes produtos sim são de interesse da área da produção. Sabemos que o dispositivos de nicotina líquida não utilizam o tabaco na forma atual,” explica.

NO BRASIL
A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco tem acompanhado às discussões sobre a regulação dos produtos eletrônicos para fumar no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute o assunto e já realizou duas audiências públicas sobre o tema.

A decisão deve ficar para o primeiro trimestre de 2021. Inicialmente a conclusão estava prevista para o fim deste ano. O prazo havia sido anunciado em outubro do ano passado por meio do Plano de Dados Abertos (PDA) para o biênio 2019/2021. No entanto, o cronograma de revisão regulatória está alterado e prevê a definição em nova data.
O status atual do processo é de Análise de Impacto Regulatório (AIR), o mesmo em que se encontrava em outubro de 2019. Trata-se do período de avaliação das evidências técnicas e científicas apresentadas durante as audiências públicas, com previsão de encerramento no quatro trimestre deste ano.

A Anvisa afirma que foi necessário aumentar o prazo de análise, previsto inicialmente para o início do 2º trimestre, devido à quantidade e diversidade de evidências recebidas em decorrência das audiências públicas e à complexidade da avaliação dos documentos apresentados.

FOTO: Divulgação/ Vaporaqui

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