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Indústrias estão na expectativa de regulação dos cigarros eletrônicos

As indústrias de tabaco estão na expectativa pela regulamentação dos novos produtos de tabaco. Após as audiências públicas, as multinacionais acreditam que o tema está amplamente abordado e que já há elementos suficientes para que a regulamentação seja o caminho escolhido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para a gerente de relações científicas da Souza Cruz, Analucia Saraiva, as discussões foram muito positivas, uma oportunidade de abordar as questões científicas e a importância de oferecer ao consumidor brasileiro um produto de potencial risco reduzido. “O que a gente vai fazer com esse 0,43% mencionado pela Fiocruz que já está consumindo esse produto? A gente está falando de um país com dimensões continentais, são milhares de pessoas, são vidas humanas, o que fazer com essas pessoas? A Anvisa vai fechar os olhos pra essas pessoas como o FDA [sigla em inglês para Food and Drug Administration, agência reguladora americana] fez e deu no que deu? Então acho que o momento é de mudança e estamos com essa expectativa muito positiva”.

O diretor assuntos externos da Philip Morris Brasil, Fernando Vieira, acredita que já há maturidade em termos de conhecimento e de discussão para se avançar à efetiva regulamentação. “É um assunto que já está sendo tramitado na Anvisa há muito tempo, há cerca de três anos, então acho que é importante avançar para dar a opção, para quem realmente vai continuar a usar tabaco, de um produto melhor e o governo conseguir controlar isso. Acho que todos saem ganhando.”

De acordo com o diretor de assuntos corporativos e comunicação da Japan Tobacco International (JTI), Flávio Goulart, as audiências representaram um avanço importante no processo regulatório por dar chance de participação efetiva da indústria e da cadeia produtiva. “Precisamos continuar a compartilhar e discutir os resultados científicos de forma técnica, com o rigor científico requerido neste tipo de discussão para que possamos chegar a uma posição equilibrada sobre este assunto”.

OPORTUNIDADE
O diretor científico da Fontem Ventures, subsidiária do grupo Imperial Brands e fabricante da marca global Blu, Grant O’Connell, considerou o debate como uma oportunidade para fumantes. “A Anvisa tem que estar contente por ter organizado esse evento para que todos pudessem ser ouvidos para tomarem uma decisão informada. Seguramente a Anvisa vai estudar todas as informações e tomará uma decisão inteligente. Acredito que haja uma regulação”. A empresa que não possui atuação no Brasil pretende instalar-se no país caso os novos produtos sejam liberados.

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