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Troca de governo no Estado coloca contas da saúde em risco, novamente

Desde junho as prefeituras vêm sofrendo com atrasos nos repasses estaduais para os serviços de saúde. Em Venâncio Aires a situação não é diferente, mas por enquanto não foram paralisados atendimentos ou serviços. O Município realiza análise parcial dos atrasos para encaminhar medidas que possam garantir parte dos valores. Atualmente estão em atraso com a Prefeitura mais de R$ 4 milhões. Outros R$ 1 milhão estão em atraso junto ao Hospital São Sebastião Mártir. A maior parte dos serviços de saúde possuem receitas entre os três entes, Administração Municipal, Estado e União.

O valor em aberto se refere à quatro meses de repasses estaduais para o custeio de serviços municipais. O caso mais emblemático envolve os pagamentos ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Avançado. Por mês o Estado deve destinar para manter as ambulâncias R$ 100 mil. O restante dos R$ 226 mil é pago pelo Município e pelo Ministério da Saúde.

A Secretaria Municipal de Saúde deve encaminhar um mandado de segurança para garantir o pagamento de parte dos atrasados. O encaminhamento será junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, mesmo já contando com uma liminar exigindo os repasses integrais. A situação preocupa os gestores municipais, já que valores não empenhados em 2018 podem ser perdidos. Isso ocorreu em 2014, quando houve a mudança do governo Tarso Genro (PT) e José Ivo Sartori (MDB). Naquela oportunidade ficou em atraso no total R$ 718,6 mil, não quitados até hoje. O valor se refere aos serviços de média complexidade (UPA e Samu), além de serviços básicos. Outra parte dos valores em atraso do governo petista foram negociados.

PELO RIO GRANDE
A Federação das Associações de Municípios (Famurs) diz que o montante devidos aos município passa de R$ 500 milhões. O dinheiro deveria ajudar a custear programas como Samu, farmácia básica, manutenção das UPAs, entre outros. Como são serviços essenciais, os prefeitos estão precisando tirar dinheiro de outras áreas.
Em nota, o Palácio Piratini afirmou na última semana que repassou os R$ 54 milhões de recursos da União para os serviços prestados pelo SUS.

NEGOCIAÇÃO
O prefeito Giovane Wickert (PSB) afirma que o momento é de atenção para equilibrar as contas, mas vê o atual cenário com preocupação. Segundo ele, contatos com fornecedores estão sendo feitos para negociar prazos e evitar a paralisação de serviços. “Vai ser um ano difícil para fechar as contas, mas estamos fazendo todo o possível para evitar a paralisação de serviços na nossa cidade.”

Na próxima quinta-feira a Famurs terá reunião com associações de municípios e os atrasos na saúde pública estará na pauta. O encontro contará com a presença do governador eleito, Eduardo Leite (PSDB).

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