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Força-tarefa para detectar a pobreza extrema em Venâncio Aires

Um dos trabalhos buscando identificar pessoas que se enquadram no Bolsa Família envolverá diversos setores do poder público. Isso porque, cerca de 350 pessoas vivem com menos de R$ 170 mensais em Venâncio, segundo o Ministério de Desenvolvimento Social. Por isso, uma força-tarefa tem buscado unir agentes de saúde e professores, além de assistentes sociais, na identificação de pessoas que possam receber o maior programa de transferência de renda do planeta.

A extrema pobreza ainda existe no município, e coloca em discussão o alcance de 2.030 beneficiários do programa federal. As famílias recebem benefícios com valor médio de R$ 150,28 e o repasse total transferido pelo governo federal em benefícios alcançou R$ 305.065,00 no mês de julho.

Entretanto, mais de 7 mil famílias estão registradas no Cadastro Único (CadÚnico). Segundo a assistente social, Daine Führ, os cadastros estão sendo atualizados também para identificar famílias que estão fora do programa. “Hoje fazemos a revisão dos dados, existem famílias que não se enquadram mais no programa, por isso trabalhamos para incluir novas pessoas nesse benefício.”

A união de diversos segmentos busca agilizar os trâmites para que novas pessoas sejam incluídas, e quem não se enquadra mais seja retirado do sistema. “Os critérios do programa seguem os mesmo, porém, vamos aumentar a fiscalização. Nosso objetivo atualmente é identificar pessoas que ainda estejam vivendo na extrema pobreza,” argumenta.

SUPORTE
Para a assistente social, o Bolsa Família pode ser considerado um avanço no combate a fome no país. Entretanto, a fiscalização precisa ser melhor aplicada. “Quando o Estado deixa de dar o suporte para garantir o mínimo, é preciso um programa para evitar a fome, por exemplo. O Bolsa Família foi um avanço, um direito básico, para subsidiar o mínimo para brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza,” revela.

A profissional questiona a execução do programa, já que a fiscalização não tem atuando de maneira efetiva. “Há casos que não é bem executado e muitos municípios não tiveram suporte e treinamento para garantir esse tipo de trabalho,” ressalta.

O trabalho já está ocorrendo e tem buscado o registro de pessoas que estão aptas a receber os recursos do programa. Em média, no município, as famílias recebem até R$ 150.

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