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Pedágio de Venâncio é o que mais arrecadou na EGR em 2016

Dados financeiros do volume arrecadado pelas 14 praças de pedágio da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), ao longo de 2016, foram publicados na última semana. A unidade de Venâncio Aires foi a principal no volume de arrecadação, fechando o ano passado com R$ 26.660.358,05.

Em comparação com as praças regionais, ainda na RSC-287, em Candelária foram movimentados R$ 15.828.333,41. Na RSC-453, em Cruzeiro do Sul, o balanço financeiro fechou em R$ 12.670.418,64. Entre todas as praças de cobrança de tarifas da empresa foram arrecadados ao longo de 2016, R$ 209.889.244,31. Apesar disso, a EGR desembolsou ao longo do ano passado mais do que arrecadou, o caixa fechou em R$ 213.617.462,03.

Apesar das receitas positivas em Venâncio, a direção da estatal lembra que foram aportados mais R$ 2,3 milhões, emprestados de outras praças para suprir as demandas da estrada. Quando comparado com 2015 as receitas da empresa registraram crescimento 12% (R$ 186.384.402,21). Naquela oportunidade a praça venâncio-airense era a segunda em maior arrecadação, ficando atrás apenas da unidade Portão.

AVALIAÇÃO
Na avaliação do diretor-presidente da EGR, Nelson Lídio Nunes, a praça venâncio-airense despontou na arrecadação porque houve baixa na economia, especialmente na região metropolitana. Por outro lado, a produção agrícola não teve os mesmos impactos. “Na RSC-287 há muita circulação de caminhões e forte ligação com o setor primário. Nestas regiões houve incremento na arrecadação”.

As despesas apontadas pelo balanço para a praça de cobranças local, segundo o gestor é em virtude da manutenção da rodovia e a obra do viaduto em Santa Cruz do Sul. “Só esse investimento exigirá R$ 26 milhões”, lembra.
Além da projeção de gastos, ainda na RSC-287 serão necessários R$ 700 mil para a construção de um pontilhão em Candelária, após problemas em uma galeria, na base da estrada.

SEM TRANSPARÊNCIA
Apesar do balanço, o presidente do Conselho Regional das Rodovias Pedagiadas (Corepe) trecho 8, Luciano Naue, afirma que um relatório detalhado precisa ser enviado ao grupo para análise.  Segundo ele, a capacidade financeira da empresa é um incógnita. Quanto ao prejuízo registrado no ano passado, Naue afirma achar estranho o desequilíbrio financeiro em quase R$ 4 milhões.

“Isso por si só é estranhíssimo, uma vez que se deu resultado negativo, deverá aparecer no balanço do ano base 2016. O Corepe também ainda não teve acesso ao balanço ano base 2015. Tudo leva a crer que os movimentos estão em direção a desqualificar a empresa e encaminhar uma privatização,” argumenta.

REUNIÃO
Entre as ações do Corepe, além de indicar prioridades para investimentos, é de avaliar as contas da EGR. Desde o ano passado não são realizadas reuniões entre o conselho e a direção da empresa. A previsão é de regularizar as reuniões nos próximos meses, após o governador Sartori sancionar mudanças no estatuto da EGR.

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