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Atentado em Nice, no sul da França, mata ao menos 70

Um caminhão atropelou uma multidão de pedestres que participavam dos festejos da Festa Nacional de 14 de Julho em Nice, no sul da França. Segundo o Ministério Público francês, ao menos 70 pessoas já morreram e mais de 100 ficaram feridas.

O impresso francês Le Figaro fala em 75 mortes e que granadas e fuzis teriam sido encontrados dentro do caminhão, informação ainda não confirmada pelas autoridades. Há relatos de troca de tiros entre a polícia e pelo menos um ocupante do caminhão, que teria sido abatido. O ataque aconteceu no momento em que os moradores da cidade e turistas acompanhavam a queima de fogos de artifícios no centro da cidade.

A administração regional de Alpes-Maritimes, da qual Nice é a capital, confirma a realização de um atentado por atropelamento por volta de 22h45 na Promenade des Anglais, no centro e coração turístico da cidade. As autoridades também orientaram a população a se manter em suas casas, interrompendo os festejos.

“Caros moradores de Nice, o motorista de um caminhão parece ter feito dezenas de mortos. Mantenham-se em seus domicílios. Mais informações em alguns minutos”, advertiu o presidente da região Alpes-Maritimes, Christian Estrosi, via Twitter.

A França vivia na noite de ontem sua festa nacional, em comemoração à tomada da Bastilha, marco da Revolução Francesa, em 1789. Em entrevista especial concedida no início da tarde, François Hollande reiterou que a ameaça de atentados terroristas, em especial de militantes do grupo jihadista Estado Islâmico, continuava elevada.

O chefe de Estado anunciou que manteria o nível de alerta máximo – “Alerta Atentado” –, que determina a mobilização das forças de ordem, mas anunciou a intenção de revogar o Estado de Emergência, que está em vigor no país desde a madrugada de 13 para 14 de novembro de 2015, quando dos atentados de Paris e Saint-Denis que deixaram 130 mortos.

“A ameaça terrorista não é menos importante”, advertiu Hollande, reconhecendo no entanto que o país precisava sair do regime de exceção, de forma a retornar ao funcionamento normal das instituições.

A França vem sendo o país mais visado pelos atentados do grupo Estado Islâmico. Em 7, 8 e 9 janeiro de 2015, 17 pessoas morreram em Paris e Montrouge, e em 13 de novembro de 2015, outras 130 pessoas foram mortas na capital e em Saint-Denis.

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